Eu estava errado, tenho que admitir!

22/09/2011 -

Ninguém gosta de admitir um erro, quanto mais muitos, muitos querem sempre de alguma forma transformar em verdade uma mentira, custe o que custar.

Ninguém quer admitir, mas somos influenciados pela TV, pelas redes sociais, pelos comerciais, pela politica, pela escola, professores, amigos, igreja, costumes, famílias, etc… em fim somos frutos do meio, somos o resultado de uma cultura corrompida, contraditória, imoral, consumista, e o que podemos fazer ?

Eu erro, todo dia, e eu admito, e você admite?
Tomo decisões erradas a cada momento, e depois sofro as consequências.

Pior que errar é cometer outro erro para concertar, exemplos:

  • Fazer um empréstimo para pagar outra divida
  • Enganar alguém para ocultar o erro, que de alguma forma é sempre descoberto
  • Continuar insistindo no erro e com isso se afundar cada vez mais
  • Não aceitar a perda de uma aposta, e continuar apostando o que não tem
  • Prometer algo que sabe que não dá para cumprir

A Cultura do Consumismo e Acumulo só me gerou Dividas

Esta semana consegui entender em fim algumas coisas, que estavam no intimo do meu ser, no mais subjetivo inconsciente.
Eu tinha várias dividas, e decidi de vez me livrar delas me desfazendo de alguns bens, vendendo para quitar.
Também cortei várias contas mensais de diversão desnecessária.
Resultado: me sinto mais leve, voltei a sonhar comigo e consegui voltar a pensar nos outros que posso de alguma forma ajudar, minha criatividade está voltando, e estou em Paz, me sinto novamente no controle da vida de minha família.
Não sinto mais o peso da “falta” e consigo com isso me dar mais. 

Minhas dividas eram resultado de um alto padrão de vida, que eu quis trazer para mim, assim eu tinha que trabalhar muito para pagar as contas, para prover diversão e conforto para minha família que eu mal podia curtir junto, pois estava sempre cansado de tanto trabalhar.

Agora é hora de recomeçar, é hora de repensar valores, e re-construir da forma correta.

Temos a cultura do para sempre, queremos acumular, e nunca abrir mão de nada, nunca perder nada.
Mas tudo que consumimos, é por si consumido pelo tempo.

O Carro que custou R$ 20.000 a 7 anos hoje não vale nem mais nem a metade
O Notebook de ultima geração de quase R$ 4.000 há 4 anos hoje é quase sucata

O Valor emocional das coisas são um peso

Então porque valorizo tanto as coisas que comprei com tanto esforço ?
Simples: porque além do valor material, eu adicionei um valor emocional, pois fez parte da minha vida, da minha história e eu quis transformar isto em relíquias, mas a cada dia cada uma destas relíquias, valem menos, e o pior estão deteriorando, quebrando, e gerando custos para manter funcionando.

Acho que agora entendo, que quanto mais tempo tenho um bem pior é.
Tenho que aprender a comercializar, e fazer tudo girar no comercio
Tentar descartar quando nem para mim tem mais valor, é tarde demais, então terei que me conformar mais ainda com a perda.

Desapego é não acumular bens. Viva a cultura do Novo

Agora o que penso é que tudo que eu comprar este ano, terei que vender no ano seguinte, enquanto ainda vale alguma coisa, pois se eu me apegar, não vou vender, e se eu não vender, o tempo irá consumindo, desvalorizando e inutilizando.
Seja um carro, seja computadores, seja o tipo de assinatura de serviços de entretenimento, a vida é simples, todo dia comemos, todo dia vou consumir, e também tenho que evacuar o que não me serve mais.

O mundo muda e evolui, e não posso me apegar mais ao passado, não sou um museu, sou grato a tudo que vivi e ao que tive, mas tenho que continuar a consumir sem me prender a nada, e viver de forma livre.

A grande verdade é que vou ter que pagar por tudo cada ano, como se fosse tudo um aluguel, sem me prender a nada, sem colocar emoções em nada material.

A idéia é desfrutar com minha família as coisas matérias, isso sim é qualidade de vida que é bem diferente de um alto padrão de vida consumista material.

Tudo vou ter que aprender depois de um tempo a trocar, e ter novas experiências com o novo, pois acumular bens gera custos e responsabilidades, e não há espaço mais para isso, o novo gera um prazer de conquista, de resultado.

Gastar menos, mas de forma melhor.
Trabalhar menos, mas para as pessoas que sabem valorizar mais o meu trabalho.
Investir tempo na minha vida com a minha família e com Deus, só assim vale a pena viver com qualidade de vida!

A tecnologia irá me servir e não o contrario.
As coisas materiais devem me trazer praticidade para fazer sobrar mais tempo para eu brincar com minhas filhas e estar com minha esposa, e ainda ter mais tempo para estar com meus pais e parentes enquanto ainda estão neste mundo.

Novos pensamentos, novas experiências, novos sentimentos, novos medos, e talvez muitos novos erros.
Mas ficar como eu estava não dá mais